Fundamentos epistemológicos e educativos do Império Inca
diálogos interculturais
DOI:
https://doi.org/10.51359/2179-7501.2024.260195Palavras-chave:
Epistemologia do Sul, fundamentos educativos, povos originários, império Inca, educação construtivistaResumo
O artigo explora os fundamentos teóricos e epistemológicos da educação no Império Inca, denominado pelos povos originários como Tawantinsuyu. Destacamos que o processo educativo estava orientado para a prática cotidiana, ao trabalho na agricultura e à vida social. A Epistemologia andina validava o conhecimento com base em sua utilidade na resolução de problemas no mundo natural, social e espiritual. Também ressaltamos como alguns princípios educacionais do Império Inca ecoam em abordagens educacionais contemporâneas, como a escola ativa de Dewey e a Psicologia Genética de Piaget, que enfatizam a aprendizagem prática e a importância da afetividade. Por fim, examinamos a função da cosmovisão andina, que marcava o ritmo das estações do ano por meio de rituais e princípios valorativos: Kawsay (viver), Yachay (aprender), Munay (querer) e Llank’ay (trabalho). Reconhecer a sabedoria das civilizações antigas, como os Incas, permite enriquecer o diálogo intercultural e promover uma educação inclusiva e sensível à diversidade.
Referências
Bravo Guerreira, M. C. (2004) La planificación de los sistemas educativos en la estrategia política de los incas. Revista de ciencias de la educación, 200, 398-420. Acesso em 19 out. 2023 da URL http://hdl.handle.net/11162/34471.
Callejas, G. V. (2001). Memorias de los Andes: Notas sobre la educacion em la cultura Inca. Sarmiento Anuario galego de historia da educación, 5, 45-64. Acesso em 19 out. 2023 da URL https://ruc.udc.es/dspace/handle/2183/7759.
Dewey, J. (1979). Democracia e Educação: introdução à filosofia da educação. 4. ed. São Paulo: Nacional.
Dussel, E. (2009). Meditações anti-cartesianas sobre a origem do anti-discurso filosófico da modernidade. Em B. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs.), Epistemologias do Sul (pp. 283-335). Coimbra: Almedina.
Garcilaso De La Vega (1609). Primera parte de los comentarios reales: qve tratan del origen de los yncas, reyes qve fvereon del Perv, de sv idolatria, leyes, y gouirono en paz y en guerra: de sus vidas y conquistas, y de todo lo que fue aquel imperio y su republica, antes que los españoles passaran a el. Lisboa: Princeps. Acesso em 19 out. 2023 da URL http://shemer.mslib.huji.ac.il/lib/W/ebooks/001531300.pdf.
Historia Peruana (2021). Imperio Inca o Tahuantinsuyo. Acesso em 19 out. 2023 da URL https://historiaperuana.pe/periodo-autoctono/imperio-inca-tahuantinsuyo.
Mbempe, A. (2020). Pandemia democratizou poder de matar, diz autor da teoria da “ne-cropolítica”. Entrevista concedida a Folha de São Paulo, 30 mar. 2020. Acesso em 19 out. 2023 da URL: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/03/pandemia-democratizou-poder-de-matar-diz-autor-da-teoria-da-necropolitica.shtml.
Mejía Huamán, M. (2018). ¿En qué instrumento teórico sustentaron los Incas el conocer y el saber? Aula y Ciencia, 14 (10), 69-78. doi: 10.31381/aula_ciencia.v10i14.2500. Acesso em 19 out. 2023 da URL https://revistas.urp.edu.pe/index.php/Aula_Ciencia/article/view/2500.
Menezes, M. P. (2009). Corpos de violência, Linguagens de Resistência: as complexas teias de conhecimentos no Moçambique contemporâneo. Em B. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs.), Epistemologias do Sul (pp. 177-214). Coimbra: Almedina.
Nauar, A. L., &; Chávez, I. A. S. (2014). Amautas, educadores da civilização andina [Apresentação de artigo]. Congresso Internacional de História: Cultura, Sociedade e Poder 4° edição, Jataí, GO. Acesso em 30 nov. 2021 da URL http://www.congressohistoriajatai.org/anais2014/Link%20(12).pdf.
Oliveira, D. M. (2017). Pachamama, Paqarina e Pachakamaq: uma perspectiva religiosa quéchua sobre natureza e religião. Estudos de Religião, 1 (31), 61-76. Acesso em 19 out. 2023 da URL https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6342756.
Piaget, J. (2014). Relações entre a afetividade e a inteligência no desenvolvimento mental da criança. Rio de Janeiro: Wak.
Portugual, A. R. (2009). O ayllu andino nas crônicas quinhentistas. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica. Acesso em: 19 out. 2023 da URL https://static.scielo.org/scielobooks/btxhx/pdf/portugal-9788579830006.pdf.
Quijano, A. (2009). Colonialidade do Poder e Classificação Social. Em B. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs.), Epistemologias do Sul (pp. 73-117). Coimbra: Almedina.
Quintanilla Rauch, C. (2020). La cuaternidad de los estilos de aprendizaje y el código Phisca-tawa en el sistema educativo inca. Educación, 57 (29), 186-207. doi: 10.18800/educacion.202002.009. Acesso em 19 out. 2023 da URL: https://revistas.pucp.edu.pe/index.php/educacion/article/view/22790.
Rosso, A. J. (1998). A correlação no contexto do ensino de Biologia: implicações psicopedagógicas e epistemológicas [Tese de Doutorado]. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. Acesso em 19 out 2023 da URL: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/111429.
Santos, B. S. (1998). La Globalización del Derecho: los Nuevos Caminos de la Regulación y la Emancipación. Bogotá: IlSA, Universidad Nacional de Colombia.
Santos, B. S. (2006). A Gramática do Tempo. Porto: Afrontamento.
Santos, B. S., & Meneses, M. P. (2009). Introdução. Em B. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs.), Epistemologias do Sul (pp. 9-19). Coimbra: Almedina.
Suarez Arnez, C. (1986). Historia de la educacion boliviana. 2. ed. La Paz: Don Bosco.
Wright, K. R., Wright, R. M., Zegarra, A. V., & Mcewan, G. F. (2011). Moray: Inca Engineering Mystery. Reston, Virginia: ASCE.
Ziólkowski, M. (1984). La piedra del cielo: algunos aspectos de la educacion e iniciacion religiosa de los príncipes incas. Anthropologica, 2 (2), 45-65. Acesso em 19 out. 2023 da URL https://revistas.pucp.edu.pe/index.php/anthropologica/article/view/633.
Zottis, R.; Desmouceaux, A. (2020). O glorioso império Inca #21. Podcast Geopizza. mar. de 2020. 3h 15min. Acesso em 19 out. 2023 da URL: https://youtu.be/tRh2pBOum00.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Edvanderson Ramalho do Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com o intuito de manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade
Os direitos autores para artigos publicadoss nesta são dos autores, com direitos de primeira publicação para a REALIS. Todos o contéudo da revista, com exceção de caos especificamente declarados, é licenciado sob licença Creative Commons CC Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional. Devido à política de acesso aberto da Revista, todos os artigos são gratuitos e livres para uso, com atribuição apropriada, para fins educacionais e não-comerciais.