Um estrangeiro lê Machado: uma crítica inoperante da instituição literária nacional

Keli Cristina Pacheco

Resumo


O debate de Abel Barros Baptista sobre o ensaio de Machado de Assis, “Notícia Atual da Literatura Brasileira. Instinto de nacionalidade”, desencadeou uma reflexão acerca dos critérios que impõe balizas na literatura, limitando-a como nacional. Em oposição ao critério nacional desenvolvemos, neste ensaio, uma discussão sobre o exílio, categoria que, segundo Jorge Luis Borges, Sérgio Buarque de Holanda, Euclides da Cunha, entre outros, pauta o espaço latino-americano. A partir de tal constatação, lemos, neste ensaio, o exílio em sua dupla possibilidade de apreensão: de um lado a leitura do teórico pós-colonialista Edward Said (exílio como dialética); de outro a do filósofo contemporâneo Jean Luc-Nancy (exílio como negatividade), para assim buscar compreender as diferentes acepções e usos do termo exílio, e qual delas poderia fundamentar a crítica inoperante de Baptista

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