Uma (re)leitura do romance Muana Puó (1978), de Pepetela, a partir da noção de testemunho

Autores

  • Wilberth Salgueiro Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Resumo

Muana Puó foi o primeiro romance escrito por Pepetela, em 1969, embora tenha sido publicado somente em 1978. O título se refere a uma máscara tchokuê, que simboliza o rito de passagem à vida adulta, e que serviu de mote para o escritor angolano elaborar sua alegoria a partir da luta entre corvos e morcegos, opressores e oprimidos. Num artigo de 1987, sobre essa narrativa, afirmei que “adotar como justificativa a posição de oprimidos, para explicar o uso de uma linguagem a serviço, engajada e até mesmo panfletária, julgamos inaceitável”. Em 2012, vinte e cinco anos depois, releio o romance sob o prisma do testemunho, reavaliando as relações entre ética e estética, contando, agora, com o apoio de reflexões de Adorno em “O que significa elaborar o passado” (1959) e de análises de Marcelo Caetano (“O enigma de Muana Puó”, 2004) e de Laura Padilha (“A força de um olhar a partir do Sul”, 2009).

Biografia do Autor

Wilberth Salgueiro, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor Associado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2.

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Dossiê: Africanidades e Brasilidades: ensino, pesquisa e crítica