Afrobrasilidades ou brasilafricanidades em literatura: idas e voltas; fluxos e refluxos; versos e reversos

Autores

  • Flavio García Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Resumo

Ao indicar a importância das medidas legislativas e executivas que passaram a incluir a percepção das culturas africanas na constituição de nossa brasilidade, o artigo destaca a projeção das literaturas africanas de língua portuguesa no ensino de Letras, trazendo ao debate temas tais quais os traumas vividos ao longo dos tempos pelos membros da “raça negra”. Privilegiando as misturas entre Brasil e Moçambique, o artigo enfatiza a importância que os escritores brasileiros tiveram para o encontro de uma identidade literária nacional luso-africana. Na eleição de Mia Couto e das influências nele de nomes como João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, Jorge Amado e, mais especialmente, de João Guimarães Rosa, observa-se, tal como Mia Couto, a semelhança entre duas nações que se percebem como trazendo dentro de si diversos países profundamente divididos entre universos culturais e sociais variados tanto quanto ainda desconhecidos por sua própria população. 

Biografia do Autor

Flavio García, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Doutor em Letras na PUC-RJ; Professor da UERJ e da UNISUAM, atuando tanto na Graduação quanto na Pós-Graduação, lato e stricto sensu. É líder do Grupo de Pesquisa "Nós do Insólito: vertentes da ficção, da teoria e da crítica", DGP-CNPq.

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Edição

Seção

Dossiê: Africanidades e Brasilidades: ensino, pesquisa e crítica