Do outro lado do Atlântico: A África como referencial nas pedagogias propostas pelo Movimento Negro no Brasil

Autores

  • Ivan Costa Lima Universidade Federal do Pará (UFPA)

Resumo

O artigo sintetiza estudos do mestrado e doutorado em educação, sobre conhecimentos acerca do pensar e fazer pedagógico de entidades do Movimento Negro (MN) no Brasil, que nomearam como pedagogia seus modelos educativos para o país. Este tema mostra-se relevante na medida em que se almeja superar o desconhecimento na sociedade e na história da Educação de propostas pedagógicas desenvolvidas pelo Movimento Negro. A investigação discute como tais pedagogias problematizam a referência sobre África como uma educação diferenciada para os sistemas de ensino brasileiro. As metodologias têm uma perspectiva sócio histórica, considerando os sujeitos, suas origens e as relações sociais, que se estabeleceram em suas trajetórias.  Esta visão histórica foi combinada com o uso da História Oral, como possibilidade de aprofundar os significados do universo cultural e político dos integrantes deste movimento e seus reflexos nas políticas educacionais no Brasil. Neste sentido tais pedagogias se apresentam como uma alternativa aos sistemas de ensino brasileiro, tendo seu centramento em uma filosofia cujo processo é o universo civilizatório africano.

Biografia do Autor

Ivan Costa Lima, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Doutor em Educação Brasileira – Universidade Federal do Ceará (UFC). Professor Adjunto da Universidade Federal do Pará – Campus Universitário de Marabá – Faculdade de Educação. Membro do Núcleo de Africanidades Cearenses (NACE) – UFC/CE; Núcleo Brasileiro, Latino Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais (N’BLAC) – UFC/CE. Fundador do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Étnico-Raciais, Movimentos Sociais e Educação – N’UMBUNTU, Faculdade de Educação/PA

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Seção

Dossiê: Africanidades e Brasilidades: ensino, pesquisa e crítica