O engajamento intelectual através do reconhecimento da geopolítica do saber

Júlia Figueredo Benzaquen

Resumo


O artigo afirma que o reconhecimento da geopolítica do saber é um caminho para o engajamento intelectual. Para desenvolver essa ideia, busca reforçar o argumento dos estudos descoloniais de que os saberes são construídos a partir de um espaço-tempo e com objetivos políticos (explícitos ou não). Dessa forma, o texto busca fazer uma reflexão epistemológica a respeito da ciência, a partir das contribuições dos teóricos descoloniais e principalmente da teoria desenvolvida por Boaventura de Sousa Santos. A primeira parte do artigo, apresenta o conceito de colonialidade como a face oculta da modernidade. Para entender o conceito de colonialidade é necessária uma releitura do tempo, o que é possível de ser feito a partir de um espaço diferente, no caso deste artigo, a partir da América Latina. Na segunda parte procuro aprofundar a reflexão epistemológica pensando como a ciência se reveste de uma colonialidade do saber para se impor como o conhecimento mais legítimo. A terceira parte é dedicada a explanar o conceito de engajamento intelectual como uma forma de fazer coro a ideia de que uma ciência descolonial e uma epistemologia do Sul para além de um projeto intelectual crítico, é um projeto político.

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