A capoeira como resistência. É possível atribuir à manifestação um caráter emancipatório?

Bruno Amaral Andrade

Resumo


O ensaio busca pensar possibilidades de conceber a capoeira como uma prática cultural de resistência. Criminalizada até meados do século XX, a manifestação foi depois inserida socialmente sob o signo hegemônico de esporte nacional mestiço, vindo atualmente a ocupar o estatuto oficial de patrimônio cultural imaterial de matriz afro-brasileira. Segmentos sociais, que persistiram afirmando a arte enquanto uma prática de conhecimento voltada à formação cidadã, se posicionam confrontando o padrão de poder instaurado com o colonialismo e consolidado pela modernidade, ao qual se denomina colonialidade. Na medida, portanto, em que há um conteúdo cultural e uma prática social direcionada à superação de desigualdades historicamente consolidadas, é possível falar de uma postura de contraponto a um padrão opressor, o que implica em dar a determinadas propostas de promoção da capoeira um caráter de resistência.

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