É possível democratizar a ciência? Reflexões sobre a contribuição da epistemologia feminista para pensar além da ciência sexista

Emanuely Arco Iris Silva, Allene Carvalho Lage

Resumo


O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a ciência numa perspectiva feminista para contribuir com os novos caminhos para construção de uma ciência outra, que não esteja ancorada numa perspectiva sexista, androcêntrica e colonial. Nesse sentido, buscamos discutir sobre a produção de conhecimento como um saber generalizado, historicamente situado e incluso em uma trama de relações de poder, buscando abordar a contribuição da epistemologia feminista, do pensamento descolonial e do gênero como uma categoria útil de análise, nos termos de Scott. Nesse contexto, nossa metodologia esteve pautada em uma pesquisa bibliografia, a partir do percurso histórico da instauração da modernidade, da trajetória da mulher e do movimento feminista, quando da entrada destas na universidade até os dias atuais. Sendo assim podemos concluir que o ingresso da mulher na universidade e a sua crescente contribuição na produção de conhecimento tem permitido criar novos debates em torno das relações de poder que apontam para um enfrentamento epistemológico na perspectiva da luta política, que denuncia a hegemonia colonial, branca e sexista da ciência. Apesar do avanço da discussão, sobretudo a partir do pensamento descolonial e feminista, a luta contra o sexismo da ciência está longe de apontá-la como democrática, pois ainda carrega um discurso-cilada na defesa de seus instrumentos de hegemonia, que historicamente tem invisibilizado e descredibilizado a produção científica de mulheres.


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