HISTÓRIA, NARRAÇÃO E MESTIÇAGEM NO ROMANCE DE ABDULAI SILA : uma leitura de A última tragédia

Sebastião Marques Cardoso

Resumo


Iremos, neste artigo, abordar A última tragédia (1995), romance de Abdulai Sila, escritor de Guiné-Bissau. Nosso maior interesse será refletir sobre duas formações tensas do imaginário, que percorrem a narrativa do princípio ao fim. São elas: a presença do sujeito local, negro e nativo, e a força estrangeira, representada pela inscrição do homem branco e de suas instituições. Avaliaremos, assim, como essa relação dicotômica se estabelece na narrativa e como o conflito decorrente dessa polarização contribui para um desenlace trágico, que evidencia a crueza da empresa colonizadora sobre uma população de diferentes matizes étnicos. Ao final, indagaremos se a forma narrativa empregada, o romance, foi, para o escritor, o melhor caminho para a exposição do trauma da colonização e até que ponto a narrativa figura uma forma de testemunho válido e de signo para a ultrapassagem da experiência vivida.

Palavras-chave: Literatura Comparada, Literaturas de Língua Portuguesa, Pós-Colonialismo, Abdulai Sila. 


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