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Sinopse:

Os Yawanawa vivem nas cabeceiras do rio Gregório no Estado do Acre, município de Tarauacá. Os primeiros contatos com os 'brancos' aconteceram com a chegada dos caucheiros e seringueiros vindos do Peru e do Brasil, por volta de 1900. Na década seguinte estabeleceram relações pacíficas com os patrões seringalistas realizando abertura de ramais, roçados, caçando e pescando em troca das cobiçadas mercadorias do barracão. Em meados de 1970, com o declínio final do valor econômico da borracha suas terras foram vendidas pelos patrões para a empresa Paranacre. Esta explorou os indígenas que antes trabalhavam mediados pela chefia tradicional, sem interferência dos patrões, passaram a trabalhar como seringueiros para ter acesso aos recursos do barracão sendo inclusive proibidos de fazer os roçados sem autorização. Na mesma década o CPI-AC iniciava sua luta a favor dos direitos indígenas. O antropólogo Terri Aquino estava mapeando as terras indígenas da região quando entrou em contato com os Yawanawa. Os Yawanawa denunciaram os abusos da empresa e, associados ao CPI e o CIMI garantiram a demarcação de um território, a expulsão dos patrões e a criação de uma cooperativa. Biraci Brasil, sobrinho do cacique, foi para a cidade estudar e iniciou sua trajetória como liderança indígena junto ao CPI. A articulação com órgãos estatais, antropólogos e ONGs possibilitou a inserção no movimento indígena redirecionando a atenção das lideranças para novas possibilidades de sustento e suporte da aldeia nas necessidades que se estabeleceram após o contato. Através de Biraci Brasil foi selado na Eco-92 um acordo econômico com a AVEDA, empresa norte-americana que deu subsídio para os Yawanawa iniciarem uma plantação de urucum dentro dos princípios ecológicos. Com o apoio governamental e dos lucros da parceria a comunidade iniciou um projeto de revitalização cultural, através de escolas indígenas, documentários, livros e o etno-turismo. Desde 2001 que a aldeia nova esperança promove o festival Yawa, como parte integrante de um projeto denominado resgate de práticas culturais, iniciado sob a liderança do atual cacique Biraci Nixiwaka. Na festividade os Yawanawa recebem turistas de vários países interessados em conhecer e partilhar de seus costumes tradicionais. São realizadas danças, brincadeiras e rituais representativos da cultura Yawanawa. As fotos a seguir foram realizadas em outubro de 2014 antes e durante o festival Yawa e são parte integrante de uma pesquisa de mestrado que tem como objetivo compreender a revitalização cultural Yawanawa a partir de teorias da antropologia sobre cultura e tradição.

Palavras-chave:

Yawanawa; Etnicidade; Resgate Cultural.

Ficha técnica:

Autor: Virgilio de Almeida Bomfim

Fotografias: Virgilio de Almeida Bomfim

Direção, Edição de Imagem e Texto: Virgilio de Almeida Bomfim

Synopsis:

The Yawanawa inhabit the headboard of Gregório river in the state of Acre, county of Tarauacá. The first contacts with the 'White' happened around 1900 during the arrival of caucheiros from Peru and rubber tappers from other parts of Brazil. In he following decade the Yawanawa established pacific relations with the rubber bosses working opening paths to reach the rubber trees, with agriculture, hunting and fishing in exchange for tools, knifes, salt and others. It was around 1970's with the last decline of the economic value of the rubber that their land was sold to the Paranacre company.The new owners explored the indians. Before they worked mediated by the traditional leadership but since then the only option was to work as rubber tappers, to have access to the products that decades before became part of their daily lifes. Under Paranacre they were prohibited to do any activity in the land without authorization. During the same decade the CPI-AC, an NGO, started its battle in favor of the indigenous rights. The anthropologist Terri Aquino was mapping the indigenous lands of the region when he entered in contact with the Yawanawa. The Yawanawa denounced the abuses of the company and in association with CPI and CIMI guaranteed the demarcation of their territory, expelled the patrons and created a co-op. Biraci Brasil, nephew of the chief, went to study in the city and together with CPI began his path as an indigenous leadreship. The relation with government agencies, anthropologists and NGOs made possible the insertion in the indigenous movement redirecting the attention of the leadership to new possibilities of livelihood and support to the village in the necessities that emerged after the contact. Through Biraci Brasil during the ECO-92 it was settled an agreement with AVEDA, a noth-american company that gave aids for the beginning of a urucum plantation following ecological principles. With the government support and the profits of the partnership the Yawanawa initiated a project of cultural revitalization, through local school, documentaries, books and the etnoturism. Since 2001 the aldeia nova esperança promotes the Yawa festival, as a part of a project denominated rescue or revival of cultural practices, initiated under the leadership of the current chief Biraci Nixiwaka. During the festival the Yawanawa welcome tourists of different countries willing to know and share the traditional costumes.The event has dances, games and rituals that are representatives of Yawanawa culture. The following photos were made in October 2014 before and during the Yawa festival. They are part of a masters research that has as main objective comprehend the Yawanawa cultural revitalization through the theories of anthropology about culture and tradition.

Key words:

Yawanawa; Ethnicity; Cultural Revival.

Credits:

Author: Virgilio de Almeida Bomfim

Photographs: Virgilio de Almeida Bomfim

Direction, image editing and text: Virgilio de Almeida Bomfim

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