“A universidade não é tão legal quanto imaginávamos”: a formação de redes sociais por jovens indígenas universitários para se proteger de preconceitos raciais.

Jamerson Bezerra Lucena, Jakeline Oliveira da Silva, Bruno Rodrigues da Silva

Resumo


O objetivo desse artigo é compreender as redes de relações sociais construídas por seis universitários indígenas Potiguara que estudam no campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) na cidade de João Pessoa, Paraíba. A circulação desses jovens pela região metropolitana ocasiona contatos interétnicos, muitas vezes, pré-estabelecidos em suas aldeias e com a oportunidade de estudar na UFPB essas interações são reativadas de forma estratégica para poder garantir, de certa forma, a sua permanência temporária no espaço urbano. Nesses fluxos constantes entre a aldeia e a cidade, esses jovens circulam de um espaço para outro, criando uma rede de solidariedade no intuito de se proteger contra preconceitos raciais existentes na universidade, além de poder reforçar seu sentimento de pertencimento étnico. A metodologia seguirá uma abordagem de estudo de caso detalhado com o objetivo de descrever dados etnográficos sobre esses jovens indígenas que vivem nesses espaços interseccionais. 

Palavras-chave: Potiguara. Etnicidade. Preconceito racial. Redes sociais.


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