Entre a Medicalização e a Algofobia: a dor e o sofrimento enquanto uma questão sígnica e ideológica

Autores

  • Artur Junior Santos Cardoso Doutorando em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba
  • Lucas Rocha Gonçalves Mestrando em Educação pela Universidade Federal Fluminense

Resumo

Este artigo investiga as narrativas médicas que estruturam as perspectivas contemporâneas sobre os fenômenos da dor e do sofrimento, e de que maneira isso reverbera nas vidas dos indivíduos na sociedade. Para tanto, dois autores, de diferentes gerações, foram acionados para enriquecer e estruturar a discussão proposta: o pesquisador austríaco Ivan Illich e o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han. Com Illich, a discussão segue em um primeiro momento, em torno de como os significados da dor e do sofrimento são corrompidos e medicalizados, para que se tornem fenômenos de jurisdição médica. No segundo momento, através da filosofia de Han, as consequências da medicalização da dor e do sofrimento são discutidas: mostramos o comportamento intolerante e avesso a tudo aquilo que é doloroso e sofrido através do conceito byunguiano de algofobia, além de insinuar o papel e o interesse das lógicas de mercado e do neoliberalismo nessa forma de ser das coisas.

Biografia do Autor

Artur Junior Santos Cardoso, Doutorando em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba

Doutorando em Sociologia pelo Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba (CCHLA/UFPB); Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ); Graduado em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA)

Lucas Rocha Gonçalves, Mestrando em Educação pela Universidade Federal Fluminense

Mestrando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (PPGE/UFF); Graduado em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA)

Referências

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Publicado

13-10-2023