As novas tecnologias reprodutivas e o Estatuto do Embrião: um discurso do magistério da Igreja Católica sobre natureza

Naara Luna

Resumo


Este trabalho visa a analisar o discurso do magistério da Igreja Católica sobre as novas tecnologias reprodutivas no contexto mais geral dos ensinamentos a respeito da reprodução humana. Esses procedimentos da medicina de reprodução humana como a inseminação artificial e a fertilização in vitro propiciam a concepção sem que seja necessário o ato sexual, apresentando alternativas ao modo vigente na cultura ocidental de se conceber a vida humana por meio da procriação. Tais técni-cas têm sido comparadas aos métodos de contracepção como seu simétrico, a contracepção permitindo sexo sem reprodução, enquanto a reprodução assistida possibilita a procriação sem sexo. Nesse sentido, o debate sobre as técnicas no con-texto da moralidade católica prossegue a discussão presente em documentos eclesiásticos a respeito da contracepção, ou melhor, da “regulação da natalidade”. A Igreja Católica é um dos interlocutores sociais mais visíveis do campo discursivo sobre a medicina de reprodução humana1. Ao manter publicamente sua oposição a tais práticas, a Igreja tenta impor sua visão não só no campo religioso, mas também no âmbito jurídico com o intuito de intervir na regulamentação dos procedimentos.

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