Representação e participação indígena nos processos de gestão do “campo indigenista”: Que democracia?

Rinaldo Arruda

Resumo


Nesse artigo queremos problematizar a incorporação, pelo movimento indígena, de novas formas organizacionais e de participação em instituições do Estado, calcadas no modelo democrático ocidental de representação política. A nosso ver, a adoção, de forma acrítica, muitas vezes propugnada pelas entidades indigenistas e exigida pelas instituições públicas e privadas nacionais e internacionais como condição para o estabelecimento de “parcerias”, pode significar o estreitamento de seu campo legítimo de tomada de decisões.

Palavras-chave: associações indígenas, representação política, movimento indígena, Rikbaktsa, poder.Abstract:Abstract In this article we want to discuss the incorporation, for the aboriginal movement, of new organizational forms and new kinds of participation in institutions of the state, inspired in the occidental democratic model of political representation. In our view, an uncritical adoption of these new organizational patterns, sometimes advocated by the indigenous supporting organizations and demanded by the national and international public and private institutions as condition for the establishment of "partnerships", may reduce their legitimate field of decisions making.

Key words: indigenous associations, political representation, indigenous movement, Rikbaktsa, political power.

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