Travestis, a (re)construção do feminino: gênero, corpo e sexualidade em um espaço ambíguo

Larissa Maués Pelúcio

Resumo


Este trabalho enfoca a (re)construção do feminino nos corpos e
performances das travestis que se prostituem em uma cidade de
médio porte, do interior paulista. A partir de pesquisa etnográfica
procuro trabalhar com as representações sobre corpo, sexualidade,
relações entre gêneros que compõem o ethos  desse grupo. Trato o
universo travesti como um espaço ambíguo, onde individualismo e
holismo convivem. Ali, as relações de poder, no sentido foucaultiano do termo, são conformadoras de uma hierarquia de gênero
própria. Considerando que as travestis são Pessoas sempre em construção que vão se fabricando a partir de diversas tecnologias, proponho que são TRANSgênero, uma vez que ultrapassam o criticado
binarismo masculino/feminino, natureza/cultura. Enfim, procuro
discutir as contribuições e limites da teoria de gênero para o estudo
das travestis.

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