A Construção Política da Identidade em Contextos de Sobreposição de Áreas Protegidas e de Violência Contra Povos Indígenas e na Amazônia

Katiane Silva

Resumo


Este artigo tem como objetivo discutir o ‘Caso do Buiuçu’ enquanto um processo de engajamento de diversos segmentos – estatal/ambientalista, indígena/extrativista – pela permanência de indígenas Cocama e extrativistas (oriundos da mesma família) em seu local de moradia, no Estado do Amazonas. Durante o processo de litígio os indígenas passaram por diversas situações de racismo, violência simbólica e física, resultando em sofrimentos, desgastes e o reforço das noções preconceituosas e o estigma de ‘ser índio’ numa região caracterizada por ataques aos diversos povos indígenas que lá residem. Por meio da análise do processo aberto pela procuradoria federal do IBAMA (n° 2005.32.00.007148-3) contra a posse irregular dos lagos disputados, das reações dos empresários (supostos donos dos lagos) ao processo, de ofícios, cartas e relatos de entrevistas procuro construir o ‘Caso do Buiuçu’ e demonstrar os diversos pontos de vista dos atores sociais sobre os diversos momentos e situações violentas por eles vivenciados.

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