Verdade, tempo e autoria: três categorias para pensar o filme etnográfco

Autores

  • Eliska Altmann UFRJ e Universidad Autónoma Metropolitana (UAM, México)

Resumo

Com base em três categorias específicas – verdade, tempo e auto-ria – o artigo propõe uma discussão sobre certas diferenciações entre objetividade científica e subjetividade artística no pensar e no fazer um filme etnográfico. Discutidas primeiramente, as cate-gorias de verdade e tempo são analisadas a partir do entendimento de que conferem uma suposta objetividade científica à prática fíl-mica. A reflexão se dá em torno de sua validade e legitimidade circunscritas ao que se pretende por filme etnográfico. O conceito de autoria é debatido posteriormente por intermédio de proposi-ções da Antropologia pós-moderna, tratada em termos de poli-fonia. Assim, na medida em que a autoridade etnográfica – que pressupõe verdade e objetividade – é desautorizada em função de uma pluralidade interpretativa, abre-se à possibilidade de uma etnografia fílmica mais subjetiva. Nesta direção, o artigo busca conferir a essa etnografia um caráter mais artístico.

Biografia do Autor

Eliska Altmann, UFRJ e Universidad Autónoma Metropolitana (UAM, México)

Doutora em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antro-pologia da UFRJ, com bolsa sanduíche na Universidad Autónoma Metropolitana (UAM, México), sob orientação do professor Néstor García Canclini.

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