E a tristeza nem pode pensar em chegar...

Érica Quináglia Silva

Resumo


Morte e mortos foram simbólica, social e historicamente aparta-dos no „ocidente‟, em geral, e no „brasil‟, em particular. Os cemi-térios, assim como seus trabalhadores, conheceram dos olhares o embotamento e do som, o silêncio. Não obstante, mediante a tríade da técnica de “filmar a relação” de Eduardo Coutinho, do cinéma vérité e da Antropologia compartilhada de Jean Rouch, o filme E a tristeza nem pode pensar em chegar... mostra as represen-tações e as práticas que permeiam o cotidiano de acompanhar despedidas no Cemitério do Itacorubi, na cidade de Florianópolis, no estado de Santa Catarina, e vislumbra, assim, a morte não somente como decesso, mas como possibilidade da vida. É a Antropologia Visual que desvela as relações construídas entre ser(es) e não-ser. E, destarte, traz à luz a sombra da finitude.

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