Notas sobre Antropologia Visual num campo tomado por imagens

Geslline Giovana Braga

Resumo


Nas regiões Sul e Sudeste do Paraná, é recorrente o culto ao retrato de um santo não-canônico, chamado São João Maria. As benzedeiras da cidade de Campo Largo (PR) fazem nos seus dis-cursos um bricoleur das narrativas em torno da fotografia, para legi-timar seus fazeres e práticas. Essas especialistas de cura doméstica utilizam a fotografia de forma mágica, resignificando-a como ob-jeto de culto, bênção e ex-voto. Neste campo repleto de imagens, fotografias „aparecem‟ constantemente ao pesquisador, que utiliza como método a Antropologia Visual. A partir das leituras e análise das imagens da pesquisa etnográfica, é possível compreender como as benzedeiras apreendem a fotografia como ícone, índice, símbolo, sinal, metáfora e metonímia.

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