Messianismo Canela: Entre o indigenismo e o desenvolvimento

Adalberto Luiz Rizzo Oliveira

Resumo


O texto focaliza as relações entre desenvolvimento e movimentos
sócio-religiosos junto aos Ramkokamekra-Canela (Jê-Timbira), no
centro-sul do Maranhão. Aborda a territorialização dos grupos
timbira em decorrência da ação das frentes agrícola e pastoril tradicionais
e da administração colonial no Maranhão. Descreve os
conflitos entre os Canela e criadores do sertão pastoril no século
XX, mediados pela ação do SPI e da FUNAI, através do regime
tutelar. A emergência de movimentos sócio-religiosos entre os
Canela (1963, 1980 e 1984) é considerada em função das transformações
econômicas regionais, via desenvolvimento. Partindo do
campo indigenista regional e da cosmologia timbira, especialmente
do mito de Aukhê, analiso o messianismo Canela como
expressão de resistência à dominação e dos paradoxos e conflitos
internos a esse grupo.
Palavras-chave: messianismo Canela, projetos de desenvolvimento,
movimentos sócio-religiosos, campo indigenista, agências
tutelares e de desenvolvimento.

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