Orientações éticas para a antropologia prática: O caso de uma associação profissional na Alemanha

Peter Schröder

Resumo


A atuação antropológica em meios não-acadêmicos é um dos temas
mais persistentes nos debates sobre a ética profissional da área.
Códigos e diretrizes de ética são particularmente interessantes, porque
tocam questões e assuntos que, afinal de contas, visam de alguma
forma possibilidades reais e potenciais de transformação dos
ambientes sociais estudados por antropólogos. Quando o autor fundou,
junto com colegas, uma associação profissional registrada de
antropologia do desenvolvimento em 1991 na Alemanha, um dos
grandes desafios era legitimar a própria existência da associação
perante um establishment profissional em partes adverso (ou até
hostil) à iniciativa por demonstrar um compromisso sério com princípios
éticos de atuação profissional, embora, ironicamente, a própria Associação Alemã de Antropologia até hoje não tenha conseguido
produzir diretrizes éticas próprias. Depois de elaborar, em
1990, uma primeira versão de orientações éticas, a Associação de
Antropologia do Desenvolvimento (AGEE) publicou, em 2000,
uma versão revista e ampliada, amplamente divulgada e debatida na
comunidade antropológica nacional. Este texto é uma reflexão
sobre os debates em torno dessas orientações e seus desafios de
revisões e questionamentos constantes.
Palavras-chave: antropologia prática, ética profissional, orientações
éticas, antropologia do desenvolvimento, antropologia alemã.

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