O Americanismo visto do Musée de l’Homme: Etnografia e internacionalismo científico – o exemplo da Amazônia

Julie A. Cavignac

Resumo


Nos trabalhos precursores da antropologia francesa, verificamos que as técnicas e a cultura material ocupam um lugar de destaque: o Musée de l'Homme, inaugurado em 1937, não é mais um museu colonial, é um museu moderno que apresenta testemunhos da diversidade das sociedades humanas e que foi pensado como a vitrine da humanidade. Unindo a pesquisa ao ensino, é neste período que a etnografia profissional inicia na França: as duas missões ‘Lévi-Strauss’, em 1935 e 1938, integram o projeto de colecionar objetos para o Musée de l'Homme e, ao mesmo tempo, marcam o início de uma nova fase do Americanismo voltado não mais para a cultura material, mas para o estudo das estruturas sociais. Iremos aqui avaliar a importância dessa mudança de foco para as pesquisas americanistas na Amazônia e consolidação de uma rede de pesquisa internacional durante a Segunda Guerra Mundial, com destaque para a participação de franceses (Métraux e Lévi-Strauss) no Handbook of South American Indians (EUA).

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