Família, juventude e migrações

Marilda A. Menezes

Resumo


A proposta deste artigo é analisar como as migrações dos jovens em famílias camponesas têm uma dupla face, pode expressar uma saída definitiva do meio rural, mas, também, gerar meios para que eles permaneçam em suas localidades. A renda ganha no trabalho assalariado, em atividades agrícolas ou urbanas, tem possibilitado atender às necessidades de consumo de suas famílias (para os solteiros: pais e irmãos; para os casados: esposas e filhos) e é utilizada em pequenos investimentos, como compra de moto, terreno, casa, sítio, animais. Nossa argumentação é que esses investimentos indicam a construção de um projeto de vida de “ficar” em suas localidades. O artigo está estruturado em três partes. Primeiro, analisaremos a migração como uma estratégia intergeracional de reprodução da família e autonomia dos jovens; segundo, o perfil etário e de escolaridade dos trabalhadores que migram do sertão paraibano para trabalhar nas usinas de cana-de-açúcar de São Paulo e, finalmente, analisaremos alguns dados sobre a renda dos trabalhadores migrantes e as estratégias de ficar em suas localidades.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Revista ANTHROPOLÓGICAS
AV. Prof. Moraes Rêgo, 1.235. 13° andar
Cidade Universitária
50.670-901 - Recife - PE - Brasil
Tel.: (55) (81) 2126-8286 | Fax: (55) (81) 2121-8282
E-mail: anthropologicas@ufpe.br