Espécies invasoras e fronteiras nacionais: uma reflexão sobre limites do estado

Ciméa Bevilaqua

Resumo


O objetivo deste artigo é refletir sobre os efeitos da circulação de seres vivos não-humanos – em particular as chamadas espécies exóticas invasoras – para a reafirmação, suspensão ou embaralhamento dos limites físicos, políticos e jurídicos dos estados nacionais. Tomando como documentos etnográficos normas referentes ao controle de espécies invasoras, especialmente em acordos e convenções internacionais, trata-se de explorar a ideia de que a mobilidade indesejada das espécies invasoras, ao se mostrar rebelde à conexão entre espaço, movimento e fronteiras político-jurídicas, interpela os limites dos estados não apenas no plano concreto, mas também no que se refere às concepções e discursos mais canônicos sobre as (e das) formações estatais modernas.

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