Planejar e Participar: a área da cultura e processos de formação de Estado

Pedro Gondim Davis

Resumo


A partir do estudo etnográfico da elaboração do Plano Municipal de Cultura de Belo Horizonte, pretende-se chamar a atenção para dois movimentos entendidos como simultâneos e mutuamente implicados: a invenção de uma nova área da cultura e o avanço de um determinado conjunto de tecnologias de governo sobre essa mesma área. Focando nos ideais compartilhados de planejamento e de participação, tratados como duas condições para a sistematização das políticas culturais, são apresentados os modos práticos e discursivos através dos quais saberes e rotinas são replicados, projetados e reproduzidos. Ressalta-se ainda que, mesmo com o questionamento do equilíbrio satisfatório entre participação e planejamento, o arranjo conformado para o desenvolvimento do processo em questão é capaz de produzir uma rede de sentido eficaz o bastante para que a crença na ampliação de um certo modelo de Estado brasileiro (materializado dessa vez na área da cultura) não seja decisivamente abalada.

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