A Música como Crítica Social: lógica dual e riso conectivo no funk carioca

Mylene Mizrahi

Resumo


Por meio de uma etnografia conduzida junto a um coletivo de artistas exploramos a noção de conectividade para elicitarmos a lógica a reger a criatividade funk que opera por meio do englobamento de seu contrário. Essa lógica dual conduz diferentes subgêneros do
movimento musical, entre eles o proibido e a putaria. Podemos vê-la igualmente atuante nas produções de artistas individuais, a partir de apropriações particulares. Debruçamos-nos sobre as paródias musicais de Mr. Catra para notarmos como essa lógica é carregada para a festa. O artista as executa essencialmente ao vivo, no momento da performance. Tomamos estas paródias como um ‘modelo reduzido’ por meio do qual ele nos dá acesso ao mundo
complexo do funk ao mesmo tempo em que se utiliza desse objeto de arte para estabelecer uma conversa com sua audiência. Por meio do riso e da ironia ele produz conectividade, uma relação ambígua na qual o conflito surge como um modo de estabelecer relações e que nos fala da dimensão política do fazer artístico.

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