Arpão, redes, e trabalhadores ao mar: notas sobre a prática baleeira na Paraíba

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-5223.2023.245255

Palavras-chave:

Processos Sociais, Paraíba, Pesca artesanal, Atividades baleeiras

Resumo

Este trabalho apresenta os processos sociais que envolvem as atividades pesqueiras no município de Lucena, litoral paraibano. Para tanto, coloco em relevo alguns períodos socio-históricos que conformaram os ofícios dos trabalhadores que lidam com os recursos marítimos ali existentes. Neste cenário, a predação de baleias e a pesca artesanal se apresentaram como atividades sazonais e quase que complementares por muitos anos. Os trabalhadores que se lançaram ao mar e os que ficavam em terra, cortando e retalhando os cetáceos em Costinha, lidaram com moldes operantes que rearranjaram as relações sociais naquele contexto. Uma análise do auge e o declínio da atividade baleeira podem apontar como determinados processos econômicos atravessam e marcam trajetórias dos grupos humanos envolvidos. A divisão do trabalho e os processos técnicos apreendidos pela indústria baleeira conformaram em certa medida identidades e múltiplas retóricas sociais. 

Biografia do Autor

Érika Catarina de Melo Alves, UFRRJ -Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Doutoranda de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA-UFRRJ). Mestre em Antropologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Bacharela em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). É membro do Grupo de Estudos em Território e Identidade (GETI-PPGA-CNPq). Integrante do corpo editorial da Revista Ideas produzida pelo Programa de Ciências Sociais (CPDA-UFRRJ). Possui trabalhos nos seguintes temas: patrimônio imaterial, identidade, etnicidade, tradição de conhecimento, e dinâmicas territoriais. Sendo suas principais áreas de interesse e atuação: Antropologia Política, Antropologia do Conhecimento e da Técnica.

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Publicado

2024-05-06

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Artigos