Raça e Cultura em Casa-Grande & Senzala

Autores

  • José Wellington Souza Universidade de Taubaté

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-5223.2023.252560

Palavras-chave:

Gilberto Freyre, Franz Boas, raça, cultura

Resumo

O objetivo deste trabalho é traçar uma linha interpretativa que permita considerar os conceitos de “raça” e “cultura” na obra do autor Gilberto Freyre sem os reduzir a simples oposição, tentando pensa-los de maneira complementar e dinâmica, como aparecem tanto em Casa-Grande & Senzala quanto em Sobrados e Mucambos. Pretendo demonstrar que em Freyre a questão racial não se em um emaranhado de relações que inclui variáveis econômicas, ecológicas, de adaptações dos organismos ao clima, da possibilidade de transmissão hereditária de tais adaptações o que somado elementos culturais formava um complexo que se chamava milieu. Para fundamentar tal posição, retornei à obra de Franz Boas, autor que esteve sempre presente na estruturação dos argumentos de Gilberto Freyre, a fim de encontrar a gênese da tensão entre múltiplos elementos naturais e sociais que usualmente são reduzidos à simples oposição natureza e cultura.

Biografia do Autor

José Wellington Souza, Universidade de Taubaté

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora, (2006), mestre em Ciência da Religião pelo PPCIR da Universidade Federal de Juiz de Fora (2010) com desenvolvimento de trabalho etnográfico sobre catolicismo rural e desagregação social, e doutor em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais na Universidade Federal de Juiz de Fora, trabalhando com sociologia da cultura , pensamento social brasileiro e sociologia dos intelectuais, com tese sobre "raça" e "eugenia" na obra de Monteiro Lobato (2017). Atualmente atuo como professor convidado no Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento da Universidade de Taubaté.

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Publicado

2025-01-09 — Atualizado em 2025-02-28

Edição

Seção

Artigos