Raça e Cultura em Casa-Grande & Senzala
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-5223.2023.252560Palavras-chave:
Gilberto Freyre, Franz Boas, raça, culturaResumo
O objetivo deste trabalho é traçar uma linha interpretativa que permita considerar os conceitos de “raça” e “cultura” na obra do autor Gilberto Freyre sem os reduzir a simples oposição, tentando pensa-los de maneira complementar e dinâmica, como aparecem tanto em Casa-Grande & Senzala quanto em Sobrados e Mucambos. Pretendo demonstrar que em Freyre a questão racial não se em um emaranhado de relações que inclui variáveis econômicas, ecológicas, de adaptações dos organismos ao clima, da possibilidade de transmissão hereditária de tais adaptações o que somado elementos culturais formava um complexo que se chamava milieu. Para fundamentar tal posição, retornei à obra de Franz Boas, autor que esteve sempre presente na estruturação dos argumentos de Gilberto Freyre, a fim de encontrar a gênese da tensão entre múltiplos elementos naturais e sociais que usualmente são reduzidos à simples oposição natureza e cultura.
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