A construção política da identidade em contextos de sobreposição de áreas protegidas e de violência contra povos indígenas e na Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-5223.2023.25364Palavras-chave:
Povos Indígenas, Unidades de Conservacão, violência, racismoResumo
Este artigo tem como objetivo discutir o “Caso do Buiuçu” enquanto um processo de engajamento de diversos segmentos – estatal/ambientalista, indígena/extrativista – pela permanência de indígenas Cocama e extrativistas (oriundos da mesma família) em seu local de moradia. A contenda ocorreu nas comunidades Santa União e Itaboca, em meados dos anos 2000, localizadas na região do Rio Auati-Paraná de Cima, na confluência entre a Reserva Extrativista (Resex) Auati-Paraná e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, localizadas nas regiões do Médio e do Alto Solimões, Amazonas. Durante o processo de litígio os indígenas passaram por diversas situações de racismo, violência simbólica e física, resultando em sofrimentos, desgastes e o reforço das noções preconceituosas e o estigma de “ser índio” numa região caracterizada por ataques aos diversos povos indígenas que lá residem.
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