Saúde e adoecimento entre africanos imigrantes no Brasil
DOI :
https://doi.org/10.51359/2525-5223.2022.254200Mots-clés :
Antropologia da Saúde, Imigrantes, Estudantes Africanos no Brasil, Cidade de FortalezaRésumé
O artigo analisa saúde e adoecimento de africanos imigrantes em Fortaleza-CE. A partir da etnografia, entrevistas e conversas informais abordou o adoecimento em dois contextos: nos países de origem em África e no Brasil. Nas nações africanas são apontadas corrupção, ausência de hospitais e clientelismo como barreiras no acesso à cuidados médicos, mas contam com a medicina tradicional e conhecimentos endógenos de familiares para cura. No Brasil, os africanos relatam dificuldades econômicas devido ao custo de vida, compra de remédios, realização de exames clínicos e laboratoriais. Vivenciam discriminação racial e obstáculos para acessar o Sistema Único de Saúde (SUS). Longe de suas famílias, são acometidos de sofrimentos de ordem emocional, psíquica e clínica – saudades, tristeza, depressão, estresse, etc – ligados às diferentes formas de preconceito e discriminação, aos quais não dispõem de dispositivos para o enfrentamento. Têm que “se virar” sozinhos para acessar o SUS ou clínicas privadas populares.Références
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© Ercílio Neves Brandão Langa 2022

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