Memórias urbanas do recife
Reflexões sobre a precariedade habitacional no âmbito do PAC-Beberibe
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-5223.2024.264638Palavras-chave:
Antropologia Urbana, Segregação socioespacial, Políticas públicas, PAC-BeberibeResumo
O presente artigo reflete sobre as dinâmicas da implementação de políticas urbanas no Recife, com foco nas intervenções realizadas no âmbito do PAC-Beberibe. A partir da análise das experiências das beneficiárias e das práticas de gestão da precariedade adotadas pelo projeto, observamos que a região do Beberibe continua a reproduzir desigualdades históricas, cujas raízes remontam ao período colonial. O estudo revela que, embora o PAC tenha buscado atender demandas históricas, ele também reforçou processos de segregação socioespacial, com remoções e reassentamentos inadequados. As políticas urbanas, ao priorizarem o desenvolvimento econômico e o embelezamento, muitas vezes negligenciam o bem-estar das comunidades afetadas. Utilizando a etnografia como ferramenta de análise, o artigo expõe como essas políticas refletem e perpetuam as dinâmicas de poder e exclusão, sugerindo a necessidade de intervenções mais justas e inclusivas. A pesquisa contribui para o debate sobre planejamento urbano, defendendo políticas que promovam reparação histórica e justiça social.
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