Sinopse:

Desde o começo de 2020, com a eclosão da pandemia de Covid-19, os aeroportos foram incluídos na lista dos focos principais da difusão dessa doença viral. Varias limitações afetaram a possibilidade das pessoas viajarem, com diferentes medidas entre os Países e com diferenças entre quem estava autorizado a viajar e quem não estava. Isso causou uma contração do numero de passageiros transitando nos aeroportos em todos os Países. Todavia a aviação comercial internacional não tem parado e apesar da redução de passageiros os aeroportos tem trabalhado para implementar medidas de segurança sanitária para conter a difusão da Covid-19. Antes da pandemia, outros desafios já afetavam os protocolos de segurança dos aeroportos, tais como a “ameaça terrorista”, fazendo destes lugares “sistemas nervosos” (como os definiram Maguire e Pétercsak).

Depois um ano e meio do começo da pandemia, com as campanhas de vacinação acelerando em vários países (com as diferenças devidas as escolhas politicas dos governos e de acesso as vacinas entre os Países) , as viagens de avião tem voltado a uma condição parecida a precedente. Um aumento no numero de aviões voando e um aumento do numero de passageiros podem ser registrados em todo lugar. Ao mesmo tempo, a atenção sanitária para com a contenção da difusão da Covid-19 continua a ser um desafio na organização dos espaços dos aeroportos.

Essa ensaio fotoetnográfico visa descrever a presença visual da Covid nos aeroportos. O trabalho se concentra em quatro aeroportos em três países nos quais o autor transitou em Junho de 2021. Estes são os aeroportos de Salvador da Bahia (Brasil), Lisboa (Portugal), Roma e Veneza (Italia). Apesar das diferenças entre os países quanto a suas abordagens para conter a difusão da pandemia, os aeroportos estão sujeitos a protocolos internacionais estandardizados. Estes tem o fim de (re)produzir medidas de segurança similares nos diferentes aeroportos. Ao mesmo tempo, os aeroportos são desenhados para não ser identitários, históricos e relacionais e sim para ser experienciados com “não lugares” (como os definiu Augé). Todavia, cada aeroporto introduz varias dimensões de seu lugar especifico, de suas politicas sanitárias locais especificas, de seu fluxo especifico de passageiros, entre outros, fazendo destes lugares um lugar peculiar para observar o design dos espaços para o controle da difusão da Covid.

Apesar da definição da Covid enquanto “inimigo invisível”, usada nas mídias generalistas em diferentes países, a tese é que a presença da virose é grandemente visível para todos os que transitam em algum aeroporto, independentemente do Pais especifico. Concomitantemente, os diferentes aeroportos introduzem suas próprias especificas e locais modalidades visuais para chegar aos passageiros. As fotos incluídas nesse ensaio fotoetnográfico focam algumas destas modalidades, como os distribuidores de álcool para as mãos, instruções e proibições para prevenir a disseminação da Covid, entre outros. A estética da Covid nos aeroportos evidencia como a pandemia afetou as experiencias visuais e sensoriais das pessoas quanto a estes lugares e seus designs.

Sinopsis:

Since the beginning of 2020, with the eclosion of the Covid-19 pandemic, airports have been included among the main hotspots for the diffusion of the disease. Several limitations affected the possibility for people to travel, with diverse approaches between the countries, and with differences among who was authorized to travel and who was not. This caused a contraction on the number of passengers transiting in the airports in all the countries. However the commercial international aviation has never stopped, and despite the reduction of passengers the airports managed to implement health security protocols for the Covid-19 diffusion control. Before the pandemic, other challenges already affected airports’ security protocols, such as the “terrorist threat”, making of these places “nervous systems” (as defined by Maguire and Pétercsak).

After one year and half from the beginning of the pandemic, with the vaccination campaigns accelerating in various countries (with the clear differences due to governments’ political choices and countries’ access to vaccines) the air travels have returned to a condition similar to previous one. An increasing number of planes flying and an increasing number of passengers can be registered everywhere. Meanwhile, the sanitary attention to the Covid-19 diffusion contention continues to be a concern in the space organization of airports.

This ethnographic photoessay aims at describing the visual presence of the Covid in the airports. The work focuses on four airports in three countries the author passed through in June 2021. They are the airports of Salvador da Bahia (Brazil), Lisbon (Portugal), Rome and Venice (Italy). Despite the differences between the countries in the approached adopted to contain the diffusion of the pandemic, airports are subjected to standardized international protocols. These are intended to (re)produce similar safety measures in the diverse airports. Meanwhile, airports are designed not to be identitarian, historical and relational, but yes to be experienced as “non places” (as Augé defined these places). However, each airport introduces several dimensions of its specific location, of its specific local health politics, of its specific passengers’ flow, and so on, making of them a peculiar place to observe the space design for Covid diffusion control.

Despite the definition of the Covid as an “invisible enemy”, used in general media in diverse countries, the thesis is that the presence of the virus is highly visible to everyone passing in some airport, independently from the specific country. Meanwhile, the diverse airports introduce their own local and specific visual modalities to achieve passengers. Pictures included in this ethnographic photoessay focus on some of these modalities, such as the hand gel dispensers, instructions and prohibitions for preventing Covid dissemination, among other. Covid’s aesthetics in airports highlights how the pandemic affected people visual and sensorial experiences of these places and of their designs.

Palavras-chave:

experiencia visual, Covid, aeroportos.

Key Word:

visual experience; Covid; airports.

Ficha técnica:

Autor: Paride Bollettin (Department of Anthropology - Masaryk University; Department of Anthropology – Durham University).

Direção, pesquisa e edição: Paride Bollettin (Department of Anthropology - Masaryk University; Department of Anthropology – Durham University).

Datasheet:

Author: Paride Bollettin (Department of Anthropology - Masaryk University; Department of Anthropology – Durham University).

Direction, research and editing: Paride Bollettin (Department of Anthropology - Masaryk University; Department of Anthropology – Durham University).