Edição

Sinopse:

As cidades cresceram, de pequenas vilas para grandes metrópoles, se espalhando horizontalmente e verticalmente sobre o espaço. A população que migra para as cidades contribui para o inchaço populacional e, consequentemente, contribui para modificações culturais, principalmente hábitos alimentares. Com a vida moderna ocorre as modificações dos costumes das cidades, substantivos como tempo e movimento se transformam em verbos. A pressa começa a fazer parte da vida dos citadinos. A globalização finca os padrões de consumo. Segundo o conceito de “Não-lugar” de Marc Augé, que diz respeito a espaços físicos responsáveis por modelar novas formas de interação ausentes numa “contratualidade solitária”, a partir do constante processo de modernização - crescimento da cidade com base no aumento de circulação, comunicação e consumo – onde não há mais um significado, mas apenas uma prática vazia de ações isoladas que fazem parte da necessidade básica do ser. A partir daí, fazer uma refeição no corre-corre da vida não tem mais os rituais da mesa nem o sabor de outrora, como define Câmara Cascudo, diferenciando o conceito de “comida”, culturalmente construído e relacionado ao paladar, ao convívio, coletividade, do conceito de “alimento”, caracterizado enquanto biológico, relacionado a sobrevivência, ao saciar a fome, a individualidade, no qual as “comidas rápidas” e “entrega a domicilio” se consolidam neste contexto social, como podemos ver no conceito de “Espaços de fluxos” de Manuel Castells, que define a nova lógica espacial, resultante da interação entre tecnologia, sociedade e espaço, caracterizado por meio de um conjunto de serviços avançados.

Ao caminhar pelos centros urbanos, por suas ruas e avenidas, é possível perceber uma variedade de pessoas negociando e consumindo alimentos fora de casa, seja pelo cotidiano agitado ou simplesmente pelo fato de comer fora – poder consumir e frequentar restaurantes e praças de alimentação com marcas de lanchonetes reconhecidas globalmente – como forma de lazer, acompanhando o status e o ritmo de consumo estabelecido pela modernidade. Os negócios variam de carrocinhas na esquina vendendo cachorro quente, bata frita, salgados diversos como pasteis e coxinhas, bolos doces e salgados, passando pelas frutas e comidas típicas da região até as grandes praças de alimentação dos shoppings com suas cadeias de “Fast Food”. De uma forma ou de outra, esse cenário está presente em nossa existência e nem nos damos conta. A questão de está naturalizado em nossa forma de vida que nem percebemos esse forte hábito de comer fora de casa, resulta do nosso cotidiano agitado do contexto da vida nas metrópoles, onde geralmente passamos mais tempo fora de casa que dentro dela.

Synopsis:

Cities have grown, from small villages to big metropolises, spreading themselves horizontally and vertically over the space. The population that migrates to the cities contributes to the populational swelling and, consequently, contributes to the cultural changes, mainly the feeding habits. “Modern life” lead to changes in the city habits, nouns like time and movement turn into verbs. The rush starts to make part of the citizens’ lives. Globalization establishes consumerism pattern. According to Marc Augé’s we use the concept of “No place”, to analyze how physical spaces are responsible to modeling new ways of interaction without a “solitary contract”. From the continuous modernization process – city growth based in a circulation, communication and consumerism increase – in which there is not a meaning, but only an empty practice of actions that make part of basic necessity of a being.

In this way, having a meal during life rush does not include the sitting rituals. The “old flavor”, as defined by Câmara Cascudo, is culturally built and related to the palate, to the living together, to a collective idea of “feeding”. This is replaced by the concept of “food”, related to biological surviving, that satiate the individual hunger. “Fast food” and “delivery” consolidate themselves in those social context, as we can see in the concept of “Flow spaces” of Manuel Castells, who defines the new spatial logic, resulting from the interaction between technology, society and space, characterized through a pack of advanced services.

Walking in urban centers, through streets and avenues, it is possible to notice a variety of people negotiating and consuming food outside home, because of the busy daily life or simply by the action of eating out. The action of consume and attend restaurants and food courts with snack bars is a way of leisure, accompanied by the status and the consumerism rhythm established by modernity. Those businesses vary from little wagons where hot dogs, fries and different snacks as pasties, cakes, sweets and snacks are sold. Small business where fruits and typical food are close to malls’ big food courts and their chains of “Fast food”. This scenario is present in our existence also if we do not perceive it. The naturalization of this phenomena is a result of our busy daily life in the metropolis life, in which we spend more time outside home than inside it.

Palavras-chave:

Fast food; modernidade; fotoetnografia;

Key-words:

Fast food, modernity, photoetnography

Ficha técnica:

Autores: Bruno José de Araújo Florêncio/UFPE & Gabriela Pimentel de Araújo/UFPE

Fotografias:Bruno José de Araújo Florêncio

Direção, Edição de Imagem e Texto: Gabriela Pimentel & Bruno Florêncio

Credits:

Authors: Bruno José de Araújo Florêncio/UFPE & Gabriela Pimentel de Araújo/UFPE

Photographs:Bruno José de Araújo Florêncio

Direction, image editing and text: Gabriela Pimentel & Bruno Florêncio

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