Edição

Sinopse:

Siena'ga é o resultado de um processo que começou com uma aproximação a um evento familiar, na forma de um diário/filme caseiro, só para que o resto da minha família, que não regressava há muitos anos, pudesse ver como era Ciénaga depois de tanto tempo de a ter deixada, através de alguns encontros com as pessoas que ainda lá viviam. Ao mesmo tempo, é uma forma de aproximação a este evento através da fotografia e do vídeo. Com o tempo este projecto tornou-se uma justaposição de biografias ligadas e desconectadas, uma biografia de família, como comentário à experiência de migração através do tempo. Tornou-se também uma história sobre o movimento e sua relação com a violência, nostalgia e desejo, e tornou-se, principalmente, uma história sobre a memória através dos sentidos.

Siena'ga é a criação de novas imagens, no meio de memórias, esquecimentos e fantasias, que permitem não só uma aproximação não linear ao tempo, mas também uma aproximação às espirais que o compõem. Este projecto não pretende ser um álbum de família, mas sim, através destas viagens por memórias e lugares, pretende interligar contextos históricos e quotidianos com experiências pessoais e relações emocionais. Siena'ga desenvolve-se a partir de práticas visuais (fotografia e vídeo) e textuais, sob a forma de um diário, pois tem sido uma forma de cura e de lidar com distâncias temporais e espaciais, bem como uma forma de viver em meio a essa fragmentação. É também uma tentativa de gerar espaços de encontro e diálogo que me permitiram abordar histórias pessoais, relações emocionais e contextos sociais, políticos, culturais e históricos que me rodearam.

Assim, este projecto oscila numa linha permeável entre autobiografia e etnografia, naquele espaço íntimo e vulnerável que se constrói através de encontros, trocas e presenças, na tensão entre o interior e o exterior. Como diz Deborah Poole (2005), a etnografia é carregada de intimidade e contingências, e é através delas que temos de pensar e sentir as nossas obras. Assim, Siena'ga não faz parte de nenhuma representação das "realidades" que passaram por mim, mas sim uma tentativa de construir uma nova "realidade" a partir de imagens que permitam vislumbrar as interposições temporais e espaciais. Nesta perspectiva, o presente transborda, pois inclui a atualidade do "tempo de agora" e a virtualidade do que está por vir (Deleuze 1989).

Sinopsis:

Siena’ga es el resultado de un proceso que comenzó con un acercamiento a un evento familiar, a manera de diario/home movie, solo para que el resto de mi familia, que no regresaba hacía muchos años, viera cómo estaba Ciénaga después de tanto tiempo de haberla dejado —a través de algunos encuentros con la gente que aún habitaba allí— y, al mismo tiempo, es una forma de acercarme a este evento a través de la fotografía y el video. Con el tiempo este proyecto se convirtió en una yuxtaposición de biogra- fías conectadas y desconectadas, una biografía familiar, como comentario sobre la experiencia de la migración a través del tiempo. Igualmente, pasó a ser una historia sobre el movimiento y su relación con la violencia, la nostalgia y el deseo, y se convirtió, principalmente, en una historia sobre la memoria por medio de los sentidos.

Siena’ga es la creación de nuevas imágenes, en medio de recuerdos, olvidos y fantasías, que permiten no solo un acercamiento no lineal hacia el tiempo, sino también una aproximación a las espirales que lo conforman. Este proyecto no pretende ser un álbum familiar, sino que, a través de estos recorridos por memorias y lugares, quiere interconectar los contextos históricos y cotidianos con las experiencias personales y las relaciones afectivas.

Siena’ga se desarrolla a partir de prácticas visuales (fotografía y video) y textuales, en forma de diario, ya que ha sido una forma de sanar y lidiar distancias temporales y espaciales, a la vez que una manera de vivir en medio de esa fragmentación. También es un intento por generar espacios de encuentro y de diálogo que me han permitido acercarme a las historias personales, relaciones afectivas y contextos sociales, políticos, culturales e históricos que me han rodeado.

Así, este proyecto oscila en una línea permeable entre la autobiografía y la etnografía, en ese espacio íntimo y vulnerable que se construye por medio de encuentros, intercambios y presencias, en la tensión entre el adentro y el afuera. Como lo expone Deborah Poole (2005), la etnografía está cargada de intimidad y contingencias, y es a través de estas como tenemos que pensar y sentir nuestros trabajos. De esta manera, Siena’ga no hace parte de ninguna representación de las “realidades” que me han atravesado, sino, más bien, es un intento de construir una nueva “realidad” a partir de imágenes que dejen entrever las interposiciones temporales y espaciales. Desde esta perspectiva, el presente se rebosa, ya que incluye la actualidad del “tiempo del ahora” y la virtualidad de lo que está por venir (Deleuze 1989).

Palavras-chave:

Video domestico, movimiento, memoria.

Palabras clave:

Video domestico, movimiento, memoria.

Ficha técnica:

Autora: Catalina Cortes Severino.

Direção, pesquisa e edição: Catalina Cortes Severino.

Ficha técnica:

Autora: Catalina Cortes Severino.

dirección, investigación y edición: Catalina Cortes Severino.

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