Voar com a Covid: a presença visual da pandemia em aeroportos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2526-3781.2021.251794

Palavras-chave:

experiencia visual, Covid, aeroportos

Resumo

Desde o começo de 2020, com a eclosão da pandemia de Covid-19, os aeroportos foram incluídos na lista dos focos principais da difusão dessa doença viral. Varias limitações afetaram a possibilidade das pessoas viajarem, com diferentes medidas entre os Países e com diferenças entre quem estava autorizado a viajar e quem não estava. Isso causou uma contração do numero de passageiros transitando nos aeroportos em todos os Países. Todavia a aviação comercial internacional não tem parado e apesar da redução de passageiros os aeroportos tem trabalhado para implementar medidas de segurança sanitária para conter a difusão da Covid-19. Antes da pandemia, outros desafios já afetavam os protocolos de segurança dos aeroportos, tais como a “ameaça terrorista”, fazendo destes lugares “sistemas nervosos” (como os definiram Maguire e Pétercsak).

Depois um ano e meio do começo da pandemia, com as campanhas de vacinação acelerando em vários países (com as diferenças devidas as escolhas politicas dos governos e de acesso as vacinas entre os Países) , as viagens de avião tem voltado a uma condição parecida a precedente. Um aumento no numero de aviões voando e um aumento do numero de passageiros podem ser registrados em todo lugar. Ao mesmo tempo, a atenção sanitária para com a contenção da difusão da Covid-19 continua a ser um desafio na organização dos espaços dos aeroportos.

Essa ensaio fotoetnográfico visa descrever a presença visual da Covid nos aeroportos. O trabalho se concentra em quatro aeroportos em três países nos quais o autor transitou em Junho de 2021. Estes são os aeroportos de Salvador da Bahia (Brasil), Lisboa (Portugal), Roma e Veneza (Italia). Apesar das diferenças entre os países quanto a suas abordagens para conter a difusão da pandemia, os aeroportos estão sujeitos a protocolos internacionais estandardizados. Estes tem o fim de (re)produzir medidas de segurança similares nos diferentes aeroportos. Ao mesmo tempo, os aeroportos são desenhados para não ser identitários, históricos e relacionais e sim para ser experienciados com “não lugares” (como os definiu Augé). Todavia, cada aeroporto introduz varias dimensões de seu lugar especifico, de suas politicas sanitárias locais especificas, de seu fluxo especifico de passageiros, entre outros, fazendo destes lugares um lugar peculiar para observar o design dos espaços para o controle da difusão da Covid.

Apesar da definição da Covid enquanto “inimigo invisível”, usada nas mídias generalistas em diferentes países, a tese é que a presença da virose é grandemente visível para todos os que transitam em algum aeroporto, independentemente do Pais especifico. Concomitantemente, os diferentes aeroportos introduzem suas próprias especificas e locais modalidades visuais para chegar aos passageiros. As fotos incluídas nesse ensaio fotoetnográfico focam algumas destas modalidades, como os distribuidores de álcool para as mãos, instruções e proibições para prevenir a disseminação da Covid, entre outros. A estética da Covid nos aeroportos evidencia como a pandemia afetou as experiencias visuais e sensoriais das pessoas quanto a estes lugares e seus designs.

Voar com a Covid: a presença visual da pandemia em aeroportos

Publicado

2021-12-10

Edição

Seção

Ensaios Fotográfico