Comércio Cultural no Sítio Histórico de Olinda
DOI:
https://doi.org/10.51359/2526-3781.2024.259371Palavras-chave:
Etnografia, Cidade, Cultura, Comércio, Artesanato, OlindaResumo
Este presente ensaio é proveniente da etnografia que realizamos em Olinda, baseado no Mercado cultural do Sítio Histórico do município. A etnografia desenvolvida, propôs outra forma de ver o Sítio histórico de Olinda, sobre os diversos espaços comerciais do local, levando em consideração as pessoas que constroem e dão vida àqueles lugares. Produzindo imagens e vídeos na construção do quadro de histórias contadas pelos atores da economia cultural, nos permitindo refletir e repensar sobre o local e sua relação com a cultura a partir da pesquisa etnográfica.
O ensaio nos permitiu construir um cenário em movimento, que apresentam pontos comerciais culturais do cotidiano do Sítio Histórico olindense, em torno de um roteiro, focando em alguns espaços do município, foram eles: Mercado Eufrásio Barbosa, Mercado da Ribeira, Mercado de artesanato da Sé, Loja Ecológica de artesanato e a Feirinha do Alto da Sé, situados nos bairros do Varadouro, Carmo e Alto da Sé, respectivamente. Sendo possível compreender o funcionamento do comércio local de Olinda, nos fazendo enxergar que ele vai muito além de um sistema de venda e compra, existindo todo um contexto cultural por trás disso. Realizar essa pesquisa abriu nossos olhos para ver todos os pontos positivos e negativos que os comerciantes enfrentam todos os dias. E ao escutar todas as histórias de vida dos comerciantes até o momento deles chegarem a trabalhar na localidade, nos fez entender que, geralmente, a tradição ainda bastante forte nessas localidades, onde tudo é repassado de geração para geração.
O ensaio apresentado usou as fotografias como estratégia para uma melhor compreensão sobre os aspectos culturais que relacionam a cidade e o comércio, contendo o objetivo de expor a paisagem (representante do espaço urbano), a cultura (as obras produzidas pelos artesões) e o comércio (o forte elo entre a cidade e a cultura), notando assim as noções de poder cultural no ensaio, uma vez que, aproxima e associa comércio e cultura.
O trabalho foi realizado em abril de 2023, ao longo de cinco imersões a campo.
Referências
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