Úlcera por pressão em unidade de terapia intensiva: estudo epidemiológico

Autores

  • Francislene Fatima Cordeiro Petz Universidade Federal do Paraná
  • Karla Crozeta Universidade Federal do Paraná
  • Marineli Joaquim Meier Universidade Federal do Paraná
  • Bruna Eloise Lenhani Universidade Estadual do Centro-Oeste
  • Luciana Puchalski Kalinke Universidade Federal do Paraná
  • Franciele Soares Pott Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v11i1a11907p287-295-2017

Palavras-chave:

úlcera por pressão, unidades de terapia intensiva, epidemiologia, enfermagem

Resumo

RESUMO

Objetivo: analisar o perfil clínico dos pacientes portadores e não portadores de úlcera por pressão. Método: estudo prospectivo, longitudinal, de abordagem quantitativa, desenvolvido em um em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital privado de Curitiba (PR), Brasil. Resultados: a população constituiu-se de 99 participantes. Sete desenvolveram úlcera por pressão, 87,7% (n=6) foram classificados como alto risco, 57,1% (n=4) apresentavam idade superior a 70 anos, 71,4% (n=5) do sexo masculino, 57,1% (n=4) foram internados por alterações do sistema neurológico, com tempo médio de 15,2 dias de permanência. 57,1% (n=4) apresentavam no mínimo duas UP, 54,5% (n=6) eram de categoria II, 36,3% (n=4) na região sacra e 55,5% (n=5) surgiram entre o sexto a décimo dia. Conclusão: tais resultados possibilitaram conhecer o perfil dos participantes e contribuem para formulação de diretrizes clínicas a fim de reduzir este agravo. Descritores: Úlcera por Pressão; Unidades de Terapia Intensiva; Epidemiologia; Enfermagem.

ABSTRACT

Objective: to analyze the clinical profile of patients with and without pressure ulcer. Method: this is a prospective, longitudinal study with a quantitative approach developed in an Intensive Care Unit of a private hospital in Curitiba (PR), Brazil. Results: the population consisted of 99 participants, seven developed pressure ulcers, 87.7% (n = 6) classified as high risk, 57.1% (n = 4) were older than 70 years old, 71.4% (N = 5) were male, 57.1% (n = 4) were hospitalized for neurological disorders, with a mean time of 15.2 days, 57.1% (n = 4) had at least two PUs, 54.5% (n = 6) were of category II, 36.3% (n = 4) in the sacral region and 55.5% (n = 5 ) appeared between the sixth to tenth day. Conclusion: these results enabled to know the profile of the participants and contribute to the formulation of clinical guidelines to reduce this condition. Descriptors: Pressure Ulcer; Intensive Care Units; Epidemiology; Nursing.

RESUMEN

Objetivo: analizar el perfil clínico de los pacientes portadores y no portadores de úlcera por presión. Método: estudio prospectivo, longitudinal, de enfoque cuantitativo, desarrollado en una Unidad de Terapia Intensiva de un hospital privado de Curitiba (PR), Brasil. Resultados: la población fue de 99 participantes, siete desarrollaron úlcera por presión, 87,7% (n=6) clasificados como alto riesgo, 57,1% (n=4) presentaban edad superior a 70 años, 71,4% (n=5) del sexo masculino, 57,1% (n=4) se internaron por alteraciones del sistema neurológico, con tiempo medio de 15,2 días de permanencia, 57,1% (n=4) presentaban lo mínimo dos UP, 54,5% (n=6) eran de categoría II, 36,3% (n=4) en la región sacra y 55,5% (n=5) surgieron entre el sexto a décimo día. Conclusión: tales resultados posibilitaron conocer el perfil de los participantes y contribuyen para formulación de directrices clínicas a fin de reducir este problema. Descriptores: Úlceras por Presión; Unidades de Cuidados Intensivos; Epidemiologia; Enfermería.

Biografia do Autor

Francislene Fatima Cordeiro Petz, Universidade Federal do Paraná

Enfermeira pela Universidade Tuiuti do Paraná, Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do paraná(UFPR). Doutoranda em Enfermagem pela UFPR. Docente da Faculdade Educacional de Araucária (FACEAR), nas disciplinas de Cuidados a Pacientes Críticos, Processo de Cuidar em Enfermagem na Saúde do Adulto, Idosos e Família.

Karla Crozeta, Universidade Federal do Paraná

Doutora em Enfermagem. Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (UFPR), área Administração e Planejamento em Saúde e Enfermagem. Bacharel e Licenciada em Enfermagem pela UFPR. Mestre em Enfermagem (UFPR). Pós-graduada em Gestão em Saúde (PNAP/UAB/UFPR). Atua nas seguintes áreas de conhecimento: Administração e Planejamento em Saúde e Enfermagem, Gestão da Saúde, Úlcera por pressão, Sistematização da Assistência de Enfermagem, Avaliação em saúde e Educação a Distância.

Marineli Joaquim Meier, Universidade Federal do Paraná

Graduação em Enfermagem com Habilitação em Licenciatura pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1984), Especialista em Educação a distância; Mestrado em Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (1998) e Doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). Atualmente é professora Associada I da Universidade Federal do Paraná, Graduação e Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - Mestrado e Doutorado. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em fundamentos de Enfermagem , Tecnologia Enfermagem, pesquisa clinica, revisão sistemática, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, tecnologia, prática profissional, cuidados de enfermagem, pesquisa clinica, revisão sistemática e avaliação em saúde. Atualmente coordenadora da CIPEAD - Coordenação de Integração de políticas de educação a distância. Representante da UFPR na UNIREDE. Vice- Líder do Grupo de Pesquisa Tecnologia e Inovação em Saúde: fundamentos para a prática profissional -TIS. Coordenadora do Programa Paranaense de Práticas e Recursos Educacionais Abertos em parceria com a UTFPR. Bolsista Fundação Carolina na UNED Espanha, em fevereiro de 2015.

Bruna Eloise Lenhani, Universidade Estadual do Centro-Oeste

Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (2011). Especialista em Oncologia pelo Programa de Residência Multiprofissional em Enfermagem pelo Hospital Erasto Gaertner (2014). Mestre pelo Programa de Pós Graduação em Enfermagem da UFPR (2015). Doutoranda pelo PPGENF-UFPR, membro do grupo de pesquisa Grupo de Estudo Multiprofissional em Saúde do Adulto. Professora de Enfermagem da Universidade Estadual do Centro Oeste. Atuo principalmente nos seguintes temas: cuidados paliativos, enfermagem oncológica clínica e cirúrgica, manipulação de feridas neoplásicas e radiodermite.

Luciana Puchalski Kalinke, Universidade Federal do Paraná

Possui Doutorado em Ciências da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2009). Mestrado em Engenharia Biomédica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2002). Especialização em Enfermagem Oncológica pela Liga Paranaense de Combate ao Câncer (1998). Graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1995). Atualmente é Professora Adjunta III do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Pesquisa Clínica ênfase em Oncologia Clínica, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, oncologia e qualidade de vida.

Franciele Soares Pott, Universidade Federal do Paraná

Graduação em Enfermagem com habilitação em licenciatura pela Universidade Federal do Paraná (2010). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (2012), Especialista em Estomaterapia: Estomias, feridas e incontinências pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2014), Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná. Atualmente, Enfermeira da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (SESP - PR). Membro do Grupo de Pesquisa Tecnologia e Inovação em Saúde: fundamentos para a prática profissional -TIS.

Publicado

12/26/2016

Como Citar

PETZ, Francislene Fatima Cordeiro; CROZETA, Karla; MEIER, Marineli Joaquim; LENHANI, Bruna Eloise; KALINKE, Luciana Puchalski; POTT, Franciele Soares. Úlcera por pressão em unidade de terapia intensiva: estudo epidemiológico. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 11, n. 1, p. 287–295, 2016. DOI: 10.5205/1981-8963-v11i1a11907p287-295-2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11907. Acesso em: 20 jun. 2026.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)