SÍFILIS CONGÊNITA NA AMAZÔNIA:DESVELANDO A FRAGILIDADE NO TRATAMENTO

Patrícia Cristina Tavares Lobato, Francisca Evelen Suelen Silva de Aguiar, Nely Dayse Santos da Mata, Luzilena de Sousa Prudêncio, Rosana Oliveira do Nascimento, Kelly Huany de Melo Braga, Camila Rodrigues Barbosa Nemer, Rubens Alex de Oliveira Menezes

Resumo


Objetivo: analisar a situação do tratamento inadequado da Sífilis Congênita. Método: trata-se de um estudo misto, descritivo, com dados coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no período de 2014 a 2017. Realizaram-se, adicionalmente, entrevistas semiestruturadas com os profissionais de saúde da Atenção Básica, sendo os dados quantitativos estudados pela estatística descritiva e os qualitativos, por meio da Análise de Conteúdo. Resultados: identificaram-se 61 recém-nascidos que receberam tratamento inadequado para SC. Entrevistaram-se enfermeiros da AB do município de Macapá atuantes nas áreas de abrangência das residências das crianças. Aponta-se que as análises das entrevistas permitiram a criação de três categorias: O saber dos enfermeiros sobre a doença; A experiência do enfermeiro para a detecção de casos de SC na sua área de atuação e, As estratégias do enfermeiro para a busca de crianças com história de sífilis. Conclusão: evidenciou-se a fragilidade no tratamento da SC em Macapá com um alto índice de tratamento inadequado. Avalia-se que os perfis sociodemográficos e clínico das mães e crianças potencializam as vulnerabilidades individual, programática e social.


Palavras-chave


Sífilis Congênita; Criança; Transmissão Vertical; Tratamento Farmacológico; Enfermagem em Saúde Comunitária; Saúde Pública.

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DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963.2021.245767



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