PROPENSÃO À DESERTIFICAÇÃO NO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO

Everardo V.S.B. Sampaio, Maria do Socorro B. Araújo, Yony S. B. Sampaio

Resumo


A desertificação é a degradação das terras em zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas, como as do semi-árido do Nordeste do Brasil. As definições não deixam claro como se mede a degradação, que pode ser o resultado de ações complexas. Elas envolvem aspectos do uso das terras e da cobertura dos solos, da deterioração ambiental, da queda na produção agropecuária, da redução da renda das comunidades rurais e piora nas condições sociais. Para medida destes vários aspectos, têm sido propostos vários indicadores, muitos deles ligados à produção animal. Em geral, os indicadores são compostos em índices que refletem o grau de severidade da desertificação. Os poucos trabalhos que usaram indicadores e calcularam índices, para o semi-árido nordestino, apesar de seu valor indiscutível como contribuição à discussão do assunto, não chegaram a resultados satisfatórios. Há amplas evidências de degradação causada pela produção animal: derrubada crescente da vegetação nativa; densidade animal excessiva; sobrepastoreio com eliminação sazonal da cobertura de herbáceas; solos descobertos com marcas visíveis de erosão e baixos teores de matéria orgânica; queda na produção pecuária, já com níveis baixos de produtividade; redução da renda dos pecuaristas abaixo do salário mínimo, agravada pela diminuição do tamanho das propriedades, na sua maioria já muito pequenas; migração da força de trabalho e pobreza crescente no campo. Apesar destas evidências, falta uma melhor sistematização em indicadores quantitativos e com patamares bem definidos, sua aplicação em áreas selecionadas e sua validação a campo por equipe de especialistas.
Palavras-chaves: Degradação ambiental, perda de solo, ambiente semi-árido

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