ESPACIALIZAÇÃO DAS TEMPERATURAS À SUPERFÍCIE NA CIDADE DO RECIFE, UTILIZANDO IMAGENS TM – LANNDSAT 7

Autores/as

  • Elvis Bergue Mariz Moreira Universidade Federal de Pernambuco
  • Josiclêda Domiciano Galvíncio

Resumen

A temperatura à superfície é um dos principais dados que podem ser estimados a partir das imagens na faixa do espectro eletromagnético do infravermelho termal. Essas informações têm significativa relevância científica com contribuições importantes para o planejamento urbano. O processo de urbanização na cidade do Recife, concernente aos ambientes construídos, atrelados a falta de planejamento adequado e a baixa taxa de áreas verdes tem contribuído para a modificação do balanço de energia, havendo uma maior emissão de ondas longas pelas superfícies urbanas e consequentemente a formação de ilhas de calor. O presente trabalho teve como objetivo analisar a distribuição espacial das temperaturas na cidade do Recife através de imagem de satélite Landsat 7. Para tanto se utilizou técnica de sensoriamento remoto para o cálculo das temperaturas à superfície, e conseqüentemente foram aplicadas técnicas de geoprocessamento, permitindo uma análise do campo térmico da região. Com a espacialização da temperatura pode-se observar a variação de temperatura entre os vários pontos da região em estudo. As áreas que apresentaram as maiores taxas de áreas verdes destacaram-se com as menores temperaturas. A região sul onde se destacaram as áreas dos bairros de Boa Viagem e o Aeroporto apresentou as maiores temperaturas. Portanto as áreas onde predomina as construções verticais atreladas a e reduzida cobertura arbórea contribuem de forma direta para o aumento da temperatura. Estas áreas de elevadas temperaturas podem ser consideradas como ilha de calor. Foi possível constatar uma amplitude térmica de 5ºC.

Publicado

2010-01-20

Cómo citar

Moreira, E. B. M., & Galvíncio, J. D. (2010). ESPACIALIZAÇÃO DAS TEMPERATURAS À SUPERFÍCIE NA CIDADE DO RECIFE, UTILIZANDO IMAGENS TM – LANNDSAT 7. Revista De Geografia, 24(3), 101–115. Recuperado a partir de https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/view/228716