APTIDÃO AGRÍCOLA DOS SOLOS DE UMA BACIA NO SEMI-ÁRIDO DE PERNAMBUCO, UTILIZANDO TÉCNICAS DE GEOPROCESSAMENTO

Jéssica Bezerra Menezes, Maria do Socorro Bezerra de Araújo, Josiclêda Domiciano Galvíncio

Resumo


A avaliação do potencial de uso dos solos é de extrema relevância para um uso mais adequado deste recurso natural. O objetivo deste trabalho foi definir as classes de aptidão agrícola das terras da bacia do riacho Mulungu, Belém de São Francisco – PE, utilizando técnicas de geoprocessamento. Os resultados permitiram um melhor planejamento das intervenções na área com o intuito de mitigar os efeitos negativos das ações antrópicas. Eles também indicaram um uso mais adequado dos solos da área na medida das suas potencialidades. A definição das classes de aptidão foi feita utilizando-se a metodologia do Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras, que é uma avaliação física das terras, baseada nas suas qualidades e em níveis de manejo para diferentes usos da terra. Foram levantados dados sobre tipos de solo, clima e tipo de ocupação e uso do solo. Com esses dados, foram estimados índices para deficiência de fertilidade, deficiência de água e susceptibilidade à erosão, que foram, entre os cinco fatores utilizados pelo Sistema de Avaliação, os mais pertinentes às características de uso na bacia, nos manejos A (primitivo) e B (pouco desenvolvido). As terras da bacia apresentaram classes de aptidão agrícola que vão de Restrita a Inapta nos dois manejos, devido aos fatores limitantes, principalmente deficiência de água e suscetibilidade à erosão. Os afloramentos rochosos e os solos pedregosos foram destinados à preservação, já que não apresentam aptidão agrícola.

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