O CULTIVO E APRODUÇÃO DE TÊXTEIS DO ALGODÃO COLORIDO EM ALGUNS ESPAÇOS DERIVADOS DO CONTINENTE AMERICANO: DE ATIVIDADE COMPLEMENTAR ÀS TENTATIVAS DE ERRADICAÇÃO

Paulo Sérgio Cunha Farias, Alcindo José de Sá

Resumo


Neste artigo, propomo-nos a analisar o cultivo e a produção de têxteis do algodão colorido em alguns espaços derivados da América, em duas das etapas da sua inserção na internacionalização do capitalismo: a mercantilista e a industrial. Primeiramente, teceremos considerações sobre o cultivo e a produção de têxteis desse algodão no contexto das complementaridades dos territórios, estabelecidas em escala mundial na etapa mercantilista do capitalismo, momento em que sua produção serviu de complemento a alguns espaços derivados da América articulados diretamente com o espaço europeu. Mostraremos que a emergência do capitalismo industrial e, conseqüentemente, as recomposições das complementaridades dos territórios estabelecidas pelo capital industrial inglês impuseram uma seletividade de espécies de algodão que privilegiou as espécies de cor branca e promoveu várias tentativas de erradicação dos algodões coloridos. Por fim, buscaremos mostrar neste artigo que, apesar de todas as campanhas de erradicação, as variedades coloridas de algodão continuaram sendo cultivadas pelas sociedades originárias para diversos fins e, hoje, despertam o interesse de agentes do mercado que as vêm transformando em mercadoria.

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