A UNIVERSIDADE FORDISTA E A CELEBRAÇÃO DOS NÚMEROS: O TRABALHO ACADÊMICO EM QUESTÃO

Paulo Henrique Lima de Oliveira

Resumo


Este artigo tem como propósito discutir os caminhos que as universidades públicas brasileiras têm tomado nos últimos anos em relação à produção acadêmica de Teses, Pesquisas e Trabalhos Científicos. Busca discutir os motivos pelos quais a formação acadêmica de nível superior tem se enquadrado cada vez mais em uma lógica fabril, que estabelece uma padronização de tempo para a construção de um produto, deixando as individualidades sem poder de argumentação ou contestação. No caso da universidade, o produto a ser construído é, antes de tudo, o conhecimento. Certamente este texto não se propõe a avaliar minuciosamente as ações normativas pasteurizadas plenamente aceitas e implementadas nas instituições públicas de ensino superior nos últimos anos. No entanto, busca uma explicação mais elaborada sobre como o ensino, a pesquisa e os trabalhos científicos transformaram-se em produtos artificiais que são usados potencialmente como parâmetros de avaliação de cursos e profissionais. Este texto se propõe, ainda, a repensar como a forma única de conduta coletiva instituída nas universidades sem uma maior reflexão, pode tornar-se uma sedução perigosa onde todos perdem. Usaremos como esboço da nossa reflexão os elementos da construção de uma tese, que se tornou a referência maior da pesquisa científica no ensino superior brasileiro.

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