AVALIAÇÃO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EM MUNICÍPIOS DE RONDÔNIA ATRAVÉS DE VIDEOGRAFIA AÉREA

Giselle Vanessa Trevisan, Diogenes Salas Alves

Resumo


A vegetação no entorno da rede de drenagem protege a funcionalidade do sistema hidrológico e, por assim ser, são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs) pelo Código Florestal brasileiro. Pressões antrópicas sobre a vegetação em áreas na Amazônia onde o desmatamento se concentra, como na região centro-norte de Rondônia, podem estar infringindo as leis que norteiam a preservação das APPs. O uso de dados de sensoriamento remoto (videografia) e de técnicas de geoprocessamento torna-se acessível o monitoramento destas áreas. Este estudo objetivou analisar a cobertura da terra nas APPs em municípios de Rondônia com o uso de videografia aérea e avaliar a adequabilidade desta ferramenta. O sobrevôo foi realizado em 1999 com duas câmaras de vídeo digitais. Todo o processo de georreferenciamento e produção dos mosaicos foi automatizado. As classes de cobertura (floresta, capoeira e desmatamento) foram editadas visualmente. Infrações ao Código Florestal foram verificadas em todos os municípios analisados. A área total de APP analisa foi de 960 ha com somente 10% e 9,3% desta coberta por floresta e capoeira respectivamente. A área percentual das classes floresta e capoeira nas APPs diferiram significativamente entre os municípios (Kruskal-Wallis: Hcal>X2, α=0,05). Os municípios em que as APPs estavam mais conservadas correspondiam às APPs com maior área de capoeira. A técnica de videografia foi adequada e pode ser utilizada na fiscalização de APPs.

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