A RETERRITORIALIZAÇÃO DA FESTA CAMPINENSE: UM OLHAR PARA A CIVILIDADE DO BALANÇA CAMPINA, EM CAMPINA GRANDE – PB
Resumen
Vivenciamos na sociedade contemporânea um mundo caótico, onde a civilidade é cada dia mais esquecida. Distanciamos-nos de um movimento marcante em direção ao ser humano, à medida que a solidariedade, a moral, a ética e a cidadania são relegadas. Eventos fortemente divulgados pela mídia são alguns dos exemplos. O Balança Campina, que substituiu a Micarande em Campina Grande ano passado, reafirmou em sua primeira edição tais caracteres. O capital empresarial, com o apoio do poder público, promove a festa em espaços públicos, porém, com acesso restrito aos foliões pagantes. Nesse novo modelo, grades de ferro substituem as cordas, não só dificultando o acesso, como, também, impedindo os que não podem pagar de transitarem no espaço. A festa tem sua constituição interior baseada em separação de classes, de acordo com o poder aquisitivo de cada folião. Dois blocos, os foliões VIP’S e os foliões Pista, se separam por grandes baixas sob o comando de seguranças contratados pela organização. Dessa forma, o espaço da festa é contaminado por um aterrorizado déficit democrático. É uma espécie de guerra bárbara, fruto da carência de normas e princípios de legalidade a quem se recorrer, já que o poder público apóia esse tipo de festa. Assim, pretendemos, nesse artigo, analisar o Balança Campina e suas formas de acesso e participação, bem como o conteúdo de sua civilidade e relaciona-lo à Micarande e seu modelo. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica, pesquisa “in loco”, aplicação de entrevistas e questionários com os foliões e com a organização do evento, como também um registro fotográfico. Considera-se que o evento é constituído de territorialidades, cujo elemento principal é o dinheiro, o qual é o grande divisor de grupos e empecilho na participação dos desprovidos. A liberdade e a imobilidade se confundem e se contradizem nos espaços da festa; marcadas por relações de poder e repletas de códigos, signos e significados, porém sem normas civilizadas.Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2021 Francisco Denílson Santos de Lima, Alcindo José de Sá

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à REVISTA DE GEOGRAFIA da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d) Os conteúdos da REVISTA DE GEOGRAFIA estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
No caso de material com direitos autorais a ser reproduzido no manuscrito, a atribuição integral deve ser informada no texto; um documento comprobatório de autorização deve ser enviado para a Comissão Editorial como documento suplementar. É da responsabilidade dos autores, não da REVISTA DE GEOGRAFIA ou dos editores ou revisores, informar, no artigo, a autoria de textos, dados, figuras, imagens e/ou mapas publicados anteriormente em outro lugar.