COOPERAÇÃO PARA A REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES ESPACIAIS: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ATUAÇÃO DO FUNDO SETORIAL DE ENERGIA NA CONSTRUÇÃO DE REDES DE INTERAÇÃO ENTRE UNIVERSIDADE E EMPRESA

Sunamita Iris Rodrigues Borges da Costa, Ana Cristina de Almeida Fernandes

Resumo


A técnica é conceituada como a “principal forma de relação entre o homem e a natureza”. Entratanto, os processos históricos que levaram a construção de uma sociedade tecnicamente avançada, ergueram também uma sociedade desigual, excludente e concentradora, tendo como base o capital individualista e competidor, moldado pela racionalidade instrumental. Posto que estes desequilíbrios mostram-se espacializados, surge o desafio de pensar soluções que busquem o desenvolvimento sócio-econômico dos países e regiões opacas. Dentre as respostas apontadas para tal problemática chama-nos atenção o estudo dos Sistemas Nacionais de Inovação e o papel da cooperação entre atores das duas esferas fundamentais da dinâmica inovativa: Ciência (Universidades e Centros de pesquisa) e Tecnologia (Setor produtivo), determinante para a consolidação dos NSI’s imaturos dos países de economia subdesenvolvida. Contudo, com base no estudo do NSI brasileiro, identificou-se que existe uma grande assimetria na distribuição do Capital social, fundamental para o surgimento de relacionamentos que formam sociedades cooperativas. Isso implica na necessidade de uma análise do papel do Estado enquanto ator, na construção de políticas públicas de C,T&I, pautadas em uma visão espacializada da distribuição dos recursos para P&D, identificando-os como possível caminho na busca pelo desenvolvimento nacional e redução das desigualdades regionais através da construção de competências científicas, tecnológicas e informacionais nos espaços hegemonizados.

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