A METRÓPOLE CONTEMPORÂNEA: pontos para uma reflexão

Eguimar Felício Chaveiro

Resumo


Na metrópole junta-se o desemprego estrutural e o mercado informal, condomínios fechados e novas táticas dos mendigos nos centros nos centros históricos. Shopping Centers, prédios inteligentes, Fast Food, pit-dogs, distribuidoras de bebidas e festas de peão. Ao cabo desses apontamentos vale perguntar: como enunciar e explicar as configurações espaço/temporais da metrópole atual? Como ler a densidade histórica de seus conflitos e de suas possibilidades? Este texto possui com objetivo pensar uma possibilidade teórica de abordagem sobre a metrópole e as práticas sociais de seus sujeitos. As práticas sociais constituídas pela diversidade de sujeitos desenvolvem práticas espaciais transformando a metrópole num nó de conflitos entre a norma e a vida. Denominamos norma as funções do modo de produção capitalista, especialmente por meio do processo de produção, circulação e consumo bem como as suas tendências sempre reatualizadas; o papel do Estado e das gestões que se vinculam de alguma maneira ao modelo de acumulação; e as práticas simbólicas que afirmam as funções capitalistas por meio da cultura e da subjetividade. Denominamos vida, as práticas de envolvência com a cultura e com a subjetividade que marcam o espaço pela memória, pela criatividade, pela cooperação, pela organização do contrapoder, de luta que defende a existência conflitando com as funções capitalistas. Em meio ao estrategismo ao modo da city marketing e ao esteticismo performático que oblitera a vida pública e cria espaços de medo e de terror – e intenta mercantilizar o medo, a dor e o sofrimento, há atitudes de criatividade, de insurgência, de comunicação que mostram as razões do insondável humano. E de sua força para experimentar o mundo defendendo a própria existência e lançando-o como fibra de criação...

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