MIGRAÇÕES E TRAJETÓRIAS CAMPONESAS EM BUSCA DE TERRA DE TRABALHO E DE VIDA

Juliana Carneiro Guimarães, Dinalva Donizete Ribeiro

Resumo


O presente trabalho busca apreender aspectos relacionados à trajetória de vida e de luta das famílias camponesas do Assentamento Rio Claro em Jataí-Goiás. Para tal, desenvolveu-se ampla pesquisa bibliográfica, documental e de campo, sendo esta em duas etapas: a primeira com aplicação de formulário e a segunda com realização de entrevista semi-estruturada. A pesquisa de campo considerou três fases da vida das famílias pesquisadas: o período anterior à entrada na luta pela terra, o período no acampamento e a fase atual, enquanto assentadas. Como resultado da pesquisa, discute-se a relação entre a estrutura agrária concentrada no Brasil, que favorece as migrações devido à inacessibilidade a terra e promove a busca pela (re)existência camponesa; o reforço desta situação pelo conjunto de políticas agrícolas que visaram “desenvolver” as regiões cerradeiras, rebatendo de diferentes maneiras nos camponeses das regiões impactadas, com destaque para o Sudoeste do estado de Goiás; o aumento dos índices de violência e conflitos no campo e êxodo rural, induzindo as famílias camponesas às ocupações de terra. Por fim, demonstra-se como os sujeitos pesquisados uniram-se, e, a partir de uma única ocupação, formaram o acampamento que originou vários assentamentos na região, incluindo o estudado.
PALAVRAS-CHAVE: Trajetórias de vida; Camponeses; Reforma Agrária; Assentamentos rurais.

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DOI: https://doi.org/10.51359/2238-6211.2010.228835

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