GEOMORFOLOGIA DO NORDESTE: CONCEPÇÕES CLÁSSICAS E ATUAIS ACERCA DAS SUPERFÍCIES DE APLAINAMENTO NORDESTINAS

Rúbson Pinheiro Maia, Francisco Hilário Rego Bezerra, Vanda Claudino Sales

Resumo


Na região Nordeste do Brasil, o relevo documenta importantes episódios de evolução morfotectônica e paleoclimática. Organizado em torno de paleosuperfícies, a área apresenta diversos compartimentos geomorfológicos derivados de importantes eventos tectônicos, como o Ciclo Brasiliano e a separação América do Sul/África. Estes compartimentos encontram-se no contato com maciços cristalinos alinhados segundo diferentes zonas de cisalhamento e lineamentos estruturais que orientam a drenagem e a dissecação, bem como bacias mesozóicas afetadas por soerguimento, e compõem o complexo sistema morfoestrutural nordestino, que começou a ser interpretado a partir da década de 1960 como composto por sucessivos níveis de paleosuperfícies escalonadas. Mas, o Nordeste exibe um vasto acervo de estruturas deformacionais cenozóicas, sobretudo nas áreas sedimentares, por vezes orientando a ação externa. O presente artigo discute os modelos de evolução geomorfológica do Nordeste, analisando características e limitações quanto à adequação à concepções associadas com tectonismo cenozóico e geocronologia das unidades geológicas.

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DOI: https://doi.org/10.51359/2238-6211.2010.228857

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