MORFOLOGIA ABISSAL EM TORNO DO ARQUIPÉLAGO DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, OCEANO ATLÂNTICO EQUATORIAL, E SUA RELAÇÃO AO TECTONISMO DE SOERGUIMENTO ATIVO

Autori

  • Akihisa Motoki Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Susanna Eleonora Sichel Universidade Federal Fluminense
  • Thomas Ferreira da Costa Campos Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Thais Vargas Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Rodrigo Soares Universidade Federal Fluminense
  • Kenji Frerire Motoki Universidade Federal Fluminense

Abstract

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo é situado no Oceano Atlântico Equatorial no topo da elevação morfológica com 100 km de comprimento, 20 km de largura e 3800 m de altura, composta de peridotito do manto abissal. A morfologia submarina é caracterizada por encostas íngremes e escarpas sub-verticais, sugerindo que o Arquipélago é formado por tectonismo recente ou ativo. O mapa de seppômen mostra a plataforma de abrasão marinha de 7~9 m de altitude. Considerando esta plataforma como formada durante a Transgressão Flandriana, a taxa de soerguimento nos últimos 6000 anos é calculada como 1.5 mm/ano. As datações 14C para fósseis de coral também indicam a mesma taxa de soerguimento nos últimos 6600 anos. Considerando a regressão do nível do mar desde o Flandriano até o presente, calcula-se a taxa absoluta de soerguimento como 0.7 mm/ano. As fraturas tectônicas indicam o esforço de compressão N-S, que corrobora com o mecanismo focal dos terremotos recentes desta área. Supõe-se que a rocha ultramáfica do manto abissal já tinha sido exposta no fundo do oceano e essa é espremida pelo tectonismo de compressão N-S, formando a cadeia peridotítica de 3800 m de altura nos últimos 7 milhões de anos.

Pubblicato

2011-02-17

Come citare

Motoki, A., Sichel, S. E., Costa Campos, T. F. da, Vargas, T., Soares, R., & Motoki, K. F. (2011). MORFOLOGIA ABISSAL EM TORNO DO ARQUIPÉLAGO DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, OCEANO ATLÂNTICO EQUATORIAL, E SUA RELAÇÃO AO TECTONISMO DE SOERGUIMENTO ATIVO. Revista De Geografia, 27(2), 318–330. Recuperato da https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/view/228865